Immanuel Kant e o paradigma idealista
- Giulianna Oliveira – Acadêmica do 5º semestre de
- 21 de mar. de 2017
- 1 min de leitura
Immanuel Kant (1724-1804) foi filósofo alemão e iluminista que contribuiu, principalmente após a publicação de sua obra "À Paz Perpétua" (1795), um de seus trabalhos mais famosos e significativos, para o paradigma idealista clássico.
A partir de uma época em que o cenário europeu era palco de mudanças significativas proporcionadas, principalmente, pela Revolução Francesa, Kant discorre sobre as prováveis maneiras de se alcançar a paz por meio da República como forma de governo.
Segundo Kant, a razão é fundamental na construção da paz perpétua para os Estados, além de que a república precisa ser composta por elementos como a liberdade individual dos cidadãos e a valorização do mesmo, assim como, o respeito mútuo entre os Estados por meio de leis internacionais.

"Numa constituição republicana se exige o consentimento dos cidadãos para decidir ‘se deve ou não haver guerra’[...], pois têm que decidir para si próprios todos os sofrimentos da guerra [...]. Pelo contrário, numa constituição em que o súdito não é cidadão, que, por conseguinte, não é uma constituição republicana, a guerra é a coisa mais simples do mundo, porque o chefe do Estado não é um membro do estado, mas o seu proprietário, e a guerra não lhe faz perder o mínimo dos seus banquetes, caçadas, palácios de recreios, festas cortesãs, etc., [...]"
KANT, Immanuel. A paz perpétua: um projeto filosófico, in: A paz perpétua e outros opúsculos. Trad. Artur Morão. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2009.
Referências
SARFATI, Gilberto. Teorias de Relações Internacionais. São Paulo: Editora Saraiva, 2005.
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